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Image by Alex Litvin

Oficina de cinema:
vamos fazer um filme

A "Oficina de cinema: vamos fazer um filme" é uma iniciativa de formação audiovisual intensiva desenhada para transformar o Colégio Estadual do Campo de Mutãs (CECM), em Guanambi (BA), em um ponto de encontro entre o aprendizado técnico e a expressão criativa.

O projeto é estruturado para oferecer uma imersão profunda nos fundamentos do cinema — do roteiro à pós-produção — a jovens matriculados ou egressos da rede pública de ensino, permitindo que o grupo vivencie, na prática, todas as etapas de realização de uma obra audiovisual inédita.

 

O curso livre permite que o grupo vivencie, na prática, todas as etapas de realização de uma obra audiovisual inédita, adotando a metodologia do "aprender fazendo". Essa abordagem substitui a teoria passiva por uma vivência coletiva e colaborativa, guiada por profissionais com experiência no mercado audiovisual.

Os resultados da produção local

Em 2025, a oficina foi ministrada de março a dezembro e contou com a participação ativa de 15 jovens. A proposta mobilizou a região para além da sala de aula: mais de 100 pessoas (entre profissionais, alunos da oficina e a comunidade de Mutãs) se envolveram diretamente na produção e nas filmagens, que ocorreram entre abril e dezembro.

A conclusão do filme gerou forte engajamento. Em dezembro, aconteceu uma pré-estreia exclusiva para os envolvidos diretamente na obra, reunindo 60 pessoas. Já na estreia oficial, em janeiro de 2026, o evento realizado no mercado municipal de Mutãs atraiu uma plateia de mais de 400 pessoas.

 

Para democratizar ainda mais o acesso, a obra também foi exibida no Colégio Estadual do Campo de Mutãs (CECM), na comunidade de Queimadas (Mutãs) e no Teatro Mounir Caldas (CEEP Guanambi).

O cinema como ferramenta social

 

Mais do que uma capacitação técnica, a iniciativa busca o fortalecimento da autonomia cultural da comunidade, que se vê apta a produzir e estrelar filmes com os recursos disponíveis.

 

Ao registrar as histórias, as paisagens e a identidade do semiárido baiano, a oficina atua como uma ferramenta de transformação social. É, em essência, um exercício de revelação narrativa, no qual o cinema serve como canal para que o distrito de Mutãs narre a si mesmo com um olhar próprio e profissional.

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