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Longa-metragem
"É só uma virose"

O longa-metragem é uma comédia de 71 minutos produzida em 2025, no distrito rural de Mutãs, em Guanambi.

 

Ambientada em 2030, a obra aborda a dependência tecnológica de forma criativa e crítica, ao narrar os desdobramentos de uma "virose digital" que inutiliza todas as tecnologias de comunicação e informação.

O filme é o resultado prático de uma oficina de cinema gratuita ministrada de março a dezembro de 2025 para 15 jovens de Mutãs (com idade entre 15 e 18 anos). A realização foi viabilizada por meio de uma parceria entre o Colégio Estadual do Campo de Mutãs (CECM) e três profissionais da comunicação e cultura: os realizadores Jorge Lélis, Bárbara Zdanowsky e Anelise Mayumi (Pequi Ruído Filmes e Cine Xique Xique).

Produção e engajamento comunitário


Realizada com recursos próprios, a produção mobilizou a região. As gravações ocorreram entre abril e dezembro de 2025, envolvendo mais de 100 pessoas diretamente — entre alunos da oficina, profissionais e a comunidade local, que serviu como protagonista e cenário.

 

O projeto também fez questão de valorizar ícones culturais na tela, trazendo figuras marcantes: o cantor e compositor Gil Martins, o radialista Rony Martins e o locutor de vaquejadas Uchôa Cavalcanti.

Estreia e circuito de exibições


A conclusão das filmagens gerou um forte engajamento. Em dezembro, aconteceu uma pré-estreia exclusiva para as 60 pessoas diretamente envolvidas na obra. A consagração junto ao público ocorreu na estreia oficial, em janeiro de 2026, quando mais de 400 pessoas lotaram o mercado municipal de Mutãs.

 

Para democratizar ainda mais o acesso, o filme tem expandido seu alcance passando por outros espaços: o próprio CECM, a comunidade de Queimadas (Mutãs) e o Teatro Mounir Caldas (CEEP Guanambi).

O impacto do audiovisual em Mutãs


Muito além do entretenimento, o longa atua como uma poderosa ferramenta de inspiração social. Ao verem sua própria realidade e seus representantes na tela do cinema, a comunidade é estimulada a ampliar seus horizontes. Dessa forma, a sétima arte deixa de ser algo distante e passa a ser enxergada como uma possibilidade real de carreira e de expressão artística.

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